|
Exposições:
|
|
Sobressalto de lirismo, a pintura de Victor F. Alves introduz-nos num universo mágico, em que a opacidade do quotidiano se fractura para deixar emergir os grandes fluídos vitais o sol e o mar, referências obsessivas de um permanente exercício de renascer. Jorge
A.
|
![]() |
|
Entre "Eros e Thanatos", o traço agiliza-se, corporiza-se, emerge como textura, na apetência do concreto. Da tonalidade à materialidade, do sol à chuva, da água à pedra, recupera-se um sinal, um vestígio, o sentido vegetal da criação e o quadro surge. Nestes meandros de ser, a obra de Victor F. Alves soa como um respirar, como um acto de sobreviver. Jorge
A.
|
|
![]() |
|
![]() |
o grão o tacto a nervura vegetal e eréctil o desígnio da textura Jorge
A.
|
|
Exposição na GALERIA MUNICIPLAL DE CAMINHA - 18 a 28 de Julho/97 O que nos mostra esta exposição? No caso presente, estamos perante uma pintura que vem de dentro para fora, de cunho, portanto, abstraccionista, mas que tem a ver com a paisagem e com a natureza. Há momentos em que se descobre o Minho, misturado com um lirismo interior, pessoal, através de visões de pedaços de campos verdes, das correntes dos rios, de juncos, de seixos, das algas, das flores do pinhal ou dos caprichos das areias da praia, onde mora o autor. Estas visões interiorizadas e filtradas pelo seu olhar, tradu-las o pintor em trabalhos elaborados a acrílico sobre tela, a pastel, a aguarelas, técnicas mistas e algumas colagens, em formatos desde o muito pequeno ao bastante grande. Mas como os trabalhos de qualquer artista valem sempre por si e a apreciação é subjectiva, é aconselhável a visita à exposição. O autor,
|
|
|
Mas nunca é de mais repetir que a verdadeira obra de arte nasce
misteriosamente. A alma do artista, se está verdadeiramente viva,
não tem necessidade de pensamentos racionais nem de teorias. Ela
sabe expressar coisas ao artista, que este, no momento, nem sempre pode
compreender. A voz interior da alma revela-lhe qual a forma conveniente
e onde deve procura-la («natureza» exterior ou interior)
Boecklin
diria que a verdadeira obra de arte devia nascer como uma grande improvisação.
Noutros tempos, concepção, construção, composição
são degraus que conduzem ao objectivo um objectivo por vezes surpreendente,
mesmo para o artista.
Kandinsky
(em
"Do Espiritual na Arte")
|
![]() |
____________________________
Contacto: rockncave@gmail.com