
Fazer um fanzine é perder tempo. De propósito. Este workshop é sobre auto-publicação como espaço para experimentar, desabafar ou afirmar em modo de manifesto. Interessa-nos o que cada um tem para dizer e como o quer dizer.Aqui, o fanzine pode ser individual, colectivo, desorganizado, político, íntimo, barulhento ou silencioso. Pode não querer agradar. Pode ser ou não ser, sem ISBN, plano de comunicação nem vernissage de apresentação.É um convite para fazer ao nosso ritmo e à nossa medida, com as mãos e o que houver à mão - não por nostalgia, mas porque às vezes as melhores ideias aparecem no intervalo, enquanto se espera que a cola seque. "Ensinas-me a fazer tantas perguntas, na volta das respostas que eu trazia".
This workshop explores self-publishing as a space for experimentation, expression and manifesto-making. We are interested in what each person has to say and how they choose to say it. Here, a fanzine can be individual or collective, disorganised, political, intimate, loud or quiet. It doesn’t have to please anyone. It can simply be what it is - with no ISBN, communication plan or vernissage to present it. It is an invitation to create at our own pace and on our own terms, using our hands and whatever we have at hand - not out of nostalgia, but because sometimes the best ideas emerge in the in-between moments, while waiting for the glue to dry. “You teach me how to ask so many questions, in the wake of the answers I used to have.”
Cristina Coutinho Pereira (1979, Leiria) é designer, professora no IPCA e, nos tempos livres, contorcionista em tarefas variadas, porque a vida adulta é mesmo assim. Especialista em Design de Comunicação, na área de Design Digital (2022), e licenciada em Design de Comunicação - Artes Gráficas (2006) pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Cada vez se chateia mais com computadores e ecrãs, e gostava de voltar ao tempo em que existia tempo.