A proposta integra a programação da XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira (BIAC), fazendo chegar a 15 freguesias do concelho o ciclo de residências artísticas Vai-Vem: Derivas Territoriais e a Urgência da Descoberta. De 25 de setembro até 5 de outubro de 2026, mais de uma dezena de artistas vai percorrer estas localidades para desenvolver os seus projetos num diálogo direto com o território, atravessando diferentes linguagens musicais.
As residências artísticas do programa Sem Fronteiras, integrado no ciclo Vai-e-Vem: Derivas Territoriais e a Urgência da Descoberta, decorrem entre 7 de setembro e 5 de outubro, em diferentes territórios do concelho de Vila Nova de Cerveira.
Durante este período, os artistas convidados irão apresentar e desenvolver os seus projetos em diálogo direto com o território, através do reconhecimento de diferentes espaços e contextos do concelho. As margens do rio Minho, os espaços rurais e as zonas de montanha poderão tornar-se parte integrante do resultado das criações, numa relação próxima entre o trabalho artístico e os lugares que o acolhem.
Essa proximidade é um dos pilares do Vai-e-Vem, que parte da ideia de que a música se transforma à medida que circula e entra em contacto com novos públicos, lugares e formas de fazer. O programa reúne artistas com trajetórias e origens diversas, criando espaço para o encontro, para a experimentação e para o desenvolvimento de novas colaborações.
Durante as residências serão desenvolvidos projetos que atravessam diferentes linguagens da música contemporânea, da improvisação à eletrónica, da exploração vocal à criação interdisciplinar. Entre os artistas e projetos envolvidos encontram-se Hedera 4tet, Jorge Queijo, Arianna Casellas y Kauê, POMES, Canto Nono, OGBE - Orquestra de Guitarras e Baixos Eléctricos, Dullmea, entre outros.
O resultado deste período de residência será apresentado ao público entre 25 de setembro e 5 de outubro, em diferentes locais do concelho. As apresentações serão, assim, o momento de partilha de um processo que começa na localidade e que se constrói a partir do encontro entre artistas, o território e a comunidade.
Com o Vai-e-Vem, Vila Nova de Cerveira abre as portas à experimentação e ao encontro, permitindo que as fronteiras entre o local e o global se tornem mais permeáveis e participando ativamente na construção de novas experiências artísticas.
Curadoria: Nuno Alves
Produção: Rock'n'Cave